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RSS Feeds versus Newsletters

Ao se fazer um web site, grande parte dos desenvolvedores pensa em agregar os diversos tipos de funcionalidades “web 2.0″, e uma das mais populares entre os desenvolvedores atualmente é o oferecimento de conteúdo através de RSS Feeds.

Em uma recente experiência, em um site que não trata de tecnologia nem blogs (blogueiros são leitores compulsivos de feeds :D ), tínhamos apenas 35 leitores de RSS cadastrados, com contabilização realizada através do FeedBurner, mesmo com um tráfego médio de 5 mil visitantes únicos/dia. Essa incoerência de visitas/assinantes me incomodava, pois aqui no meu blog, tenho o inverso, mais assinantes do que visitantes únicos por dia.

A conclusão que cheguei foi óbvia: o RSS ainda é desconhecido do usuário médio, e é mais utilizado por pessoas que se relacionam à tecnologia ou blogs de alguma forma (entusiastas, blogueiros, informatas, …). Desta forma, um blog que trata de tecnologia (este) tinha mais assinantes do que um “concorrente humorístico” que tinha 100 vezes mais visitantes, e, por incrível que pareça, não há nada de errado nisso.

A solução para este problema foi encontrada no próprio FeedBurner, que oferece também a distribuição do conteúdo por e-mail, nada mais do que a boa e velha Newsletter. Como os usuários estão mais familiarizados com seu e-mail, “receba novidades do site por e-mail” é muito mais atraente do que “assine meu Feed RSS“.

Com a inclusão de uma chamada discreta para o cadastro, vi a quantidade de assinantes triplicar em um curto período de tempo, comprovando que Newsletters ainda são mais efetivas do que os Feeds para sites direcionados ao usuário comum da internet.

Panela velha é que faz comida boa, também na web?

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Computação nas Nuvens – A volta de um ciclo

O Jornal da Globo fez uma matéria muito interessante sobre o Google e sua metodologia de trabalho, além de dar um foco muito grande no que o pessoal de Mountain View chama de Cloud Computing. Comentei sobre isso com colegas de trabalho, mas foi ao comentar o artigo do Rafael Arcanjo que acabei escrevendo um post sobre o assunto. :) . Antes de continuar, seria bom dar uma passada e ler o artigo: Voltaremos à era dos MainFrames?

Já leu? Então vamos lá…

Certa vez, em uma aula sobre Engenharia de Software, perguntei ao professor se ele não achava que as metodologias de desenvolvimento ágil (XP, GTD, Scrum, …) era uma regressão ao passado, já que ele nos ensinava Praxxis (baseada no RUP). Ele me surpreendeu respondendo que observa-se um ciclo nesta área: Ontem as metodologias eram ágeis, e vieram as grandes metodologias colocar ordem na casa. Hoje, metodologias mais burocráticas são consideradas engessadas pelos mais modernos e a preocupação com a agilidade volta ao cenário, caracterizando um ciclo de tendências, que pode ser visto também na moda (isso, de roupas mesmo).

Acho que esse ciclo se aplica à quase tudo (música?), e também à forma como utilizamos o computador. Ontem terminais burros eram a sensação nas empresas, hoje o poder transferiu-se para estes terminais. Amanhã estarão novamente nos servidores, e, pelo que vimos na matéria, esta é a aposta do Google.

A história nos ensinou que dizer que não vai dar certo por causa de limitações de poder de processamento ou velocidade de conexão é ficar preso à realidade tecnológica de hoje e esquecer da velocidade em que ela evolui. Dentro de poucos anos podemos ter uma revolução em termos de conexão que nenhum de nós pôde imaginar, ou até que julgamos absurdo em determinado momento.

Além disso, centralizar arquivos na internet já é uma realidade. Minha planilha de controle financeiro, meu currículo atualizado, algumas de minhas palestras, estão todas no Google Docs. Meus contatos (e-mails) estão no GMail. As aplicações que desenvolvo estão em repositórios na internet. Isso me dá a liberdade de acessá-los do meu desktop em casa, do notebook, do desktop no trabalho ou do meu celular, e acho que esse é o conceito do Cloud Computing.

Se a tecnologia ainda não é capaz de suportar esse conceito, em breve será.

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Portal Terra se rende às redes sociais

Lendo algumas notícias no portal Terra hoje, percebi que este trecho da página no final de cada notícia:

Site Terra com Links para Del.Icio.Us e Technorati, dentre outros

A novidade vêm ao mesmo tempo em que a Globo.com revolucionou sua página para um modelo mais simplista, porém muito carnavalesco pro meu gosto.

Esses podem ser indícios de que os grandes portais estão aprendendo e, ao mesmo tempo, se rendendo às redes sociais para não perderem pedaços da fatia do bolo de público da internet. Os blogs populares que se cuidem, pois os gigantes vêm aí.

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Outdoor Online e Nonsense

Algum tempo atrás a agência de publicidade Artilheira lançou uma idéia na internet de Outdoor Online. Provavelmente uma forma de se manifestar contra a decisão do governo de São Paulo de proibir a veiculação de anúncios pela cidade.

A campanha se espalhou pela internet, mas não dei muita atenção, pois não acredito ser um modelo viável de publicidade na web. Como eu disse para meu amigo Joilson Marques em uma breve conversa pelo Google Talk, não creio que alguém entre em uma página da internet exclusivamente para ver outdoors.

Quando estamos passeando de carro somos obrigados a ver os anúncios, e essa experiência foi transferida para a internet através dos banners. Quando navegamos em um site em busca de conteúdo, somos obrigados a visualizar os anúncios exibidos na mesma página.

Não imagino alguém interessado em um produto, pegar o carro e sair pelas ruas atrás de um outdoor que esteja oferecendo este produto, e esta é a experiência oferecida, até aqui, pela idéia da agência.

E não se iluda com a quantidade de cliques de alguns outdoors. Provavelmente eles foram feitos não por pessoas que visitaram o site atrás do produto anunciado, mas sim pra conferir o site Outdoor Online que foi amplamente divulgado nos quatro cantos da internet. Os cliques devem ter sido feitos por gente curiosa em descobrir onde iria parar ao clicar nos anúncios.

Concluindo, apesar de bem implementada, acho que esta é uma idéia de publicitários para publicitários, sem possibilidades, usando este modelo, de se tornar uma forma de publicidade na web.

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A internet é mesmo 24×7?

Não me lembro de ter visto algo parecido, mas o Rafael tentou pagar uma conta e descobriu que seu internet banking só funciona 22h por dia. Eu também pensei que a internet funcionasse 24 por 7.

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Outra bola-fora da Justiça Brasileira?

Essa eu vi no blog Direito e Trabalho. Uma Advogada Gaúcha processou o Google por que, ao pesquisar por seu nome, o sistema de busca retornava diversas páginas associadas à blogueira Bruna Surfistinha, que também era prostituta (ou é o contrário?).

A indenização é de “apenas” R$ 3.780.000,00 (três milhões, setecentos e oitenta mil reais)… (pausa para reflexão).

Agora vamos analisar o caso do ponto de vista técnico. O Google tem um sistema automatizado de indexação. Não sabemos o nome da advogada, mas vamos assumir que ela seja xará da Surfistinha. Como a blogueira é muito mais conhecida na internet, e, logo, mais relevante, em termo de conteúdo, uma busca por “Bruna” deve, com certeza, trazer resultados da mesma.

Se você fizer o teste e pesquisar por “Bruna” no Google, vai ver que só dá surfistinha na primeira página. Quer dizer que todas as Brunas que existir por aí vão poder processar o Google e pedir uma indenização milhonária? E as Márcias (Imperators), Vivianes (Fernandes) e todas as outras tantas que vão aparecer por aí? Será que o juíz que analisou esta causa sabe como funciona, ou recebeu consultoria técnica sobre, a indexação e pesquisa do Google?

Já falei isso aqui na época do caso Cicarelli-Youtube e Barrichelo-Orkut, e assim como o Jorge, temo o impacto que essas ações judiciais podem ter no acesso às informações aqui no Brasil.

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Ajude a manter a Wikipédia no ar – mesmo sem colocar a mão no bolso!

Ajude a manter a Wikipédia no ar – mesmo sem colocar a mão no bolso!

O BR-Linux.org lançou uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation a manter a Wikipédia no ar. Se você puder doar diretamente, é sempre a melhor opção. Mas se não puder, veja as regras da promoção do BR-Linux e ajude a divulgar – quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux, e você ainda concorre a um pen drive!

Acho que um projeto como esse não deveria enfrentar esse tipo de problema. As gigantes da web Yahoo! e Google poderiam, ajudar a manter a Wikipedia no ar.

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Fox intima Youtube por vídeos de Seriados

A atitude da Fox foi muito mais inteligente do que a dos Advogados de Daniela Cicarelli e namorado. Depois de ter episódios inéditos de 24 horas e Os Simpsons disponibilizados no youtube, o estúdio intimou o site de vídeos para que fossem entregues as informações do usuário que colocou os vídeos no ar.

É óbvio que agora a coisa já saiu do controle, pois vários usuários devem ter o vídeo e vão continuar colocando, mas a Fox agora quer ir na fonte do problema.

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Mais sobre o booBox

Desde o meu último artigo até agora apareceram algumas novidades sobre o booBox. Primeiro no site ProBloggingTips, foram levantadas algumas questões, inclusive que eu fiz aqui também sobre a interação entre usuários e as fotos clicáveis, mas o melhor mesmo foi a entrevista com o Marco Gomes feita pelo Tiago Dória.

Lá o Marco confirmou que a instalação será de uma única linha, muito provavelmente a inserção de um script, e disse como a caixa pretende manter: “nós queremos que as lojas se interessem em entrar no boo-box, é delas que virá o dinheiro, não do blogueiro”. Acho que é o que muita gente já imaginava.

A versão de testes estará disponível sexta, 26, e em breve você vai ver caixinhas mágicas nas fotos de blogs espalhados por aí.

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A simpática booBox

booboxlogo.jpgOs bloguers estão ansiosos desde que o Marco Gomes anunciou o lançamento do booBox, uma ferramenta de publicidade que promete levar o comércio eletrônico para dentro dos blogs, gerando receita para os mesmos.

Não se tem muita informação até o momento, mas a notícia já se espalhou internet à fora, com direto a notícia no TechCrunch e um bom artigo do Cris Dias, que levantou pontos importantes, como a segurança.

Além disso, o próprio Marco colocou ainda mais pulgas atrás das orelhas da blogosfera dizendo que o booBox não irá ficar com nenhuma fatia da receita dos blogs que utilizarem o sistema e que nem será necessário um cadastro no sistema para utilizá-lo.

Da minha parte tenho duas dúvidas: A primeira é de como o booBox irá se sustentar; A segunda é como preparar os visitantes dos blogs para que eles saibam que clicando nas fotos eles estarão sendo direcionados para uma loja e poderão comprar aqueles itens.

Muitos banners não funcionam mais por que um dia alguém percebeu que desenhar botões padrões do Windows, ou campos de formulários falsos aumentavam a quantidade de cliques nos mesmos, porém, o usuário enganado começou a desacreditar neste tipo de anúncio. Acho que será preciso um pouco de cuidado e planejamento na implementação da ferramenta, para que as simpáticas caixas não se transformem em caixas irritantes.

A promessa é de que antes do fim deste mês uma versão Beta esteja disponível para os testers. Até lá sentamos e imaginamos o que pode estar por vir.

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