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Newton Wagner se desenvolvendo na web

8Aug/086

RSS Feeds versus Newsletters

Ao se fazer um web site, grande parte dos desenvolvedores pensa em agregar os diversos tipos de funcionalidades "web 2.0", e uma das mais populares entre os desenvolvedores atualmente é o oferecimento de conteúdo através de RSS Feeds.

Em uma recente experiência, em um site que não trata de tecnologia nem blogs (blogueiros são leitores compulsivos de feeds :D ), tínhamos apenas 35 leitores de RSS cadastrados, com contabilização realizada através do FeedBurner, mesmo com um tráfego médio de 5 mil visitantes únicos/dia. Essa incoerência de visitas/assinantes me incomodava, pois aqui no meu blog, tenho o inverso, mais assinantes do que visitantes únicos por dia.

A conclusão que cheguei foi óbvia: o RSS ainda é desconhecido do usuário médio, e é mais utilizado por pessoas que se relacionam à tecnologia ou blogs de alguma forma (entusiastas, blogueiros, informatas, ...). Desta forma, um blog que trata de tecnologia (este) tinha mais assinantes do que um "concorrente humorístico" que tinha 100 vezes mais visitantes, e, por incrível que pareça, não há nada de errado nisso.

A solução para este problema foi encontrada no próprio FeedBurner, que oferece também a distribuição do conteúdo por e-mail, nada mais do que a boa e velha Newsletter. Como os usuários estão mais familiarizados com seu e-mail, "receba novidades do site por e-mail" é muito mais atraente do que "assine meu Feed RSS".

Com a inclusão de uma chamada discreta para o cadastro, vi a quantidade de assinantes triplicar em um curto período de tempo, comprovando que Newsletters ainda são mais efetivas do que os Feeds para sites direcionados ao usuário comum da internet.

Panela velha é que faz comida boa, também na web?

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24May/087

Computação nas Nuvens – A volta de um ciclo

O Jornal da Globo fez uma matéria muito interessante sobre o Google e sua metodologia de trabalho, além de dar um foco muito grande no que o pessoal de Mountain View chama de Cloud Computing. Comentei sobre isso com colegas de trabalho, mas foi ao comentar o artigo do Rafael Arcanjo que acabei escrevendo um post sobre o assunto. :) . Antes de continuar, seria bom dar uma passada e ler o artigo: Voltaremos à era dos MainFrames?

Já leu? Então vamos lá...

Certa vez, em uma aula sobre Engenharia de Software, perguntei ao professor se ele não achava que as metodologias de desenvolvimento ágil (XP, GTD, Scrum, ...) era uma regressão ao passado, já que ele nos ensinava Praxxis (baseada no RUP). Ele me surpreendeu respondendo que observa-se um ciclo nesta área: Ontem as metodologias eram ágeis, e vieram as grandes metodologias colocar ordem na casa. Hoje, metodologias mais burocráticas são consideradas engessadas pelos mais modernos e a preocupação com a agilidade volta ao cenário, caracterizando um ciclo de tendências, que pode ser visto também na moda (isso, de roupas mesmo).

Acho que esse ciclo se aplica à quase tudo (música?), e também à forma como utilizamos o computador. Ontem terminais burros eram a sensação nas empresas, hoje o poder transferiu-se para estes terminais. Amanhã estarão novamente nos servidores, e, pelo que vimos na matéria, esta é a aposta do Google.

A história nos ensinou que dizer que não vai dar certo por causa de limitações de poder de processamento ou velocidade de conexão é ficar preso à realidade tecnológica de hoje e esquecer da velocidade em que ela evolui. Dentro de poucos anos podemos ter uma revolução em termos de conexão que nenhum de nós pôde imaginar, ou até que julgamos absurdo em determinado momento.

Além disso, centralizar arquivos na internet já é uma realidade. Minha planilha de controle financeiro, meu currículo atualizado, algumas de minhas palestras, estão todas no Google Docs. Meus contatos (e-mails) estão no GMail. As aplicações que desenvolvo estão em repositórios na internet. Isso me dá a liberdade de acessá-los do meu desktop em casa, do notebook, do desktop no trabalho ou do meu celular, e acho que esse é o conceito do Cloud Computing.

Se a tecnologia ainda não é capaz de suportar esse conceito, em breve será.

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31Aug/071

Portal Terra se rende às redes sociais

Lendo algumas notícias no portal Terra hoje, percebi que este trecho da página no final de cada notícia:

Site Terra com Links para Del.Icio.Us e Technorati, dentre outros

A novidade vêm ao mesmo tempo em que a Globo.com revolucionou sua página para um modelo mais simplista, porém muito carnavalesco pro meu gosto.

Esses podem ser indícios de que os grandes portais estão aprendendo e, ao mesmo tempo, se rendendo às redes sociais para não perderem pedaços da fatia do bolo de público da internet. Os blogs populares que se cuidem, pois os gigantes vêm aí.

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30Apr/071

Outdoor Online e Nonsense

Algum tempo atrás a agência de publicidade Artilheira lançou uma idéia na internet de Outdoor Online. Provavelmente uma forma de se manifestar contra a decisão do governo de São Paulo de proibir a veiculação de anúncios pela cidade.

A campanha se espalhou pela internet, mas não dei muita atenção, pois não acredito ser um modelo viável de publicidade na web. Como eu disse para meu amigo Joilson Marques em uma breve conversa pelo Google Talk, não creio que alguém entre em uma página da internet exclusivamente para ver outdoors.

Quando estamos passeando de carro somos obrigados a ver os anúncios, e essa experiência foi transferida para a internet através dos banners. Quando navegamos em um site em busca de conteúdo, somos obrigados a visualizar os anúncios exibidos na mesma página.

Não imagino alguém interessado em um produto, pegar o carro e sair pelas ruas atrás de um outdoor que esteja oferecendo este produto, e esta é a experiência oferecida, até aqui, pela idéia da agência.

E não se iluda com a quantidade de cliques de alguns outdoors. Provavelmente eles foram feitos não por pessoas que visitaram o site atrás do produto anunciado, mas sim pra conferir o site Outdoor Online que foi amplamente divulgado nos quatro cantos da internet. Os cliques devem ter sido feitos por gente curiosa em descobrir onde iria parar ao clicar nos anúncios.

Concluindo, apesar de bem implementada, acho que esta é uma idéia de publicitários para publicitários, sem possibilidades, usando este modelo, de se tornar uma forma de publicidade na web.

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18Apr/074

A internet é mesmo 24×7?

Não me lembro de ter visto algo parecido, mas o Rafael tentou pagar uma conta e descobriu que seu internet banking só funciona 22h por dia. Eu também pensei que a internet funcionasse 24 por 7.

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