Como disse anteriormente, aconteceu (também) em Brasília o evento do Dia Mundial da Usabilidade (ou World Usability Day). E aqui estou eu para descrever minhas impressões sobre o evento.
Por um lado foi uma pena ter acontecido apenas a partir das 19h, pois dessa forma as palestras tiveram um tempo muito curto (apenas 20 minutos) de duração. Porém, pelo outro lado, dessa forma, pessoas que, como eu, não conseguem liberação no trabalho pôde acompanhar o evento todo. De maneira geral, a organização do evento foi boa, lotando o auditório, e merece os parabéns. Vamos aos palestrantes.
Felipe Lopes
Infelizmente fiquei preso no trabalho até mais tarde, e quando cheguei esta palestra estava quase terminando. Se alguém acompanhou desde o começo pudesse falar alguma coisa sobre o assunto, fique a vontade.
Lucia Filgueiras
Acho que a palestra principal do evento. Falou rapidamente sobre o WUD, a UPA e fez uma introdução à disciplina de usabilidade, passando uma visão geral e falando sobre a importância de se manter as avaliações de usabilidade depois do produto finalizado. Ela levou também alguns dados sobre os testes de usabilidade aplicados em um site do governo do estado de São Paulo, e terminou com um vídeo sobre a usabilidade no dia-a-dia, e falando também sobre a importância da acessibilidade: “O que não se pode acessar, não se pode usar”.
Pra mim foi, de longe, a melhor palestra do evento.
Mamede Lima-Marques
O professor discorreu sobre a Arquitetura de Informação, que possui um curso de pós-graduação na Universidade de Brasília. Ele comentou sobre o que chama de Tecnicismo x Humanismo, ou seja, o foco na tecnologia em detrimento do homem, enquanto que o ideal seria que a tecnologia é apenas o meio para levar a informação até as pessoas. Falou brevemente sobre a história da Arquitetura da Informação, uma introdução sobre o que é de fato a disciplina e interdisciplinarizou dizendo que a Usabilidade e Acessibilidade são disciplinas da AI.
Achei a palestra um pouco “pesada”, ou seja, com uma linguagem muito técnica/formal. Talvez se deva ao fato do professor ser um pesquisador (cientista) mesmo dentro da universidade. Porém, mesmo com essa pequena dificuldade, sua palestra também foi bastante enriquecedora.
Fernanda Lobato
Quando eu vi o primeiro slide da apresentação, confesso que não imaginei que seria sobre um dos assuntos que mais me interessa, a acessibilidade. A palestrante falou sobre os Padrões comunicativos do Governo Federal, com foco no e-MAG, o Modelo de Acessibilidade do Governo, que inclusive é público, e pode ser acessado através do site do Governo Eletronico. Ela falou também da lei de acessibilidade e da dificuldade que encontra na tentativa de fazer com que todos os sites .gov.br adotem o modelo. Fiquei descepcionado com a constatação de que somente a lei de acessibilidade não foi suficiente, mas por outro lado, um pouco contente de saber que pelo menos existe uma iniciativa em favor da acessibilidade.
A palestrante parecia um pouco tensa, talvez não tenha costume de falar em público, mas também foi muito interessante.
George Marsicano
O George falou sobre o Design de Interface no Desenvolvimento de Software. Com uma palestra um pouco confusa, falou das atribuições do profissional e tentou passar as tendências para o futuro da profissão e seu papel na metodologia de desenvolvimento (MDS) RUP. No final comentou sobre o trabalho dos designers de interface no CONAB.
Posso estar enganado, mas achei que faltou um pouco de pesquisa nessa palestra, e as informações transmitidas não passaram segurança.
Mesa redonda
Houveram poucos questionamentos interessantes, onde foram levantadas questões pertinentes à usabilidade, acessibilidade e AI. Mas ainda assim creio que valeu a pena ficar até o final.
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