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Newton Wagner se desenvolvendo na web

27Mar/086

Relacionamento entre tabelas com ORM do Kohana Framework

Importante: Este artigo refere-se a uma versão antiga do Kohana Framework, que recentemente fez diversas alterações em seu ORM. Se você estiver utilizando a nova versão, favor verificar o Guia do Usuário do Kohana para mais informações.

Achei o post do Adler sobre relacionamento entre tabelas com o Zend Framework bem bacana e didático. Estou me devendo uma olhada no ZF, que já está na versão 1.5.1 (enquanto escrevo este artigo), mas isso deve ficar mais pro final do ano.

Resolvi então fazer uma espécie de série, sobre ORMs dos frameworks. Quem aí trabalhar com CakePHP, Symfony, Doctrine, Lumine ou qualquer outro framework/orm, faça um artigo sobre isso e vamos fazer uma rede de links. Pode ser muito útil pra comunidade, principalmente pra quem procura um framework. Por aqui, vou falar do Kohana framework. Mãos à obra:

No Kohana, para usar o ORM você precisa seguir uma padronização de nomes de tabelas e das chaves estrangeiras, então, nossas tabelas de UF e Cidade ficariam assim:

ufs
id - INT - PRIMARY KEY
nome - Varchar(100)

cidades
id - INT - PRIMARY KEY
nome - Varchar(100)
uf_id - INT - FOREIGN KEY

Sim, as tabelas precisam estar no plural (no padrão americano), e não quero entrar no mérito se isso é bom ou ruim. Continuemos o exemplo mostrando como seriam nossas classes para cada uma das entidades, já montando os arrays para os relacionamentos:

class Uf_Model extends ORM
{
   protected $has_many = array('cidades');
}

class Cidade_Model extends ORM
{
  protected $belongs_to = arary('uf');
}

No Kohana, as classes de modelo devem ter o sufixo "_Model", e aqui extendemos a classe ORM. Aqui uma outra controvérsia. Quando declaramos o array has_many, colocamos a entidade no plural, mas quando declaramos belongs_to, está no singular. Apesar de fazer sentido, é preciso ficar atento pra não confundir as coisas. Você ainda pode ter os seguintes relacionamentos:

  • has_one
  • belongs_to_many
  • has_and_belongs_to_many

Nos resta agora demonstrar um exemplo prático de como trabalhar com as duas entidades. Confesso que gostei muito mais da implementação do belongs_to, que comento mais pra baixo, mas este modelo também é bastante prático. Vejamos um controller de exemplo:

class Index_Controller extends Controller
{
   public function index()
   {
      // instancia o objeto UF com id 1
      $obj_uf = new Uf_Model(1);

      // Pesquisa pelas cidades desta UF
      $cidades = $obj_uf->find_related_cidades();

      // Percorre as cidades exibindo na tela
      foreach ($cidades as $cidade)
      {
        echo $cidade->nome.'<br />';
      }
   }
}

Poderíamos usar o ORM::factory() para recuperar a uf, que usa o method chaining do PHP:

$obj_uf = ORM::factory('uf')->find(1);

Agora vou demonstrar algo que achei muito prático e que poupa bastante tempo de codificação, que é a recuperação do nome da UF a partir de uma cidade, veja este outro exemplo de controller:

class Index_Controller extends Controller
{
   public function index()
   {
      // instancia o objeto Cidade com ID 1
      $obj_cidade = new Cidade_Model(1);

      // Exibindo nome da Cidade e UF na tela
      echo 'Cidade: '. $cidade->nome .'<br />';
      // O objeto uf já é inserido automagicamente no objeto cidade
      echo 'UF: '. $cidade->uf->nome;
   }
}

Isso mesmo que você leu. Não preciso fazer absolutamente nada pra recuperar a UF, o framework faz isso automaticamente através do método mágico __get(). Como eu disse antes, muito prático.

Conclusão

Em um comparativo com o tutorial do Zend Framework, creio que o Kohana cumpriu o seu papel de tornar o desenvolvimento mais ágil, porém, perde em organização e poder das funcionalidades de mapeamento dos objetos.

E vocês, o que acharam dessa implementação?

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4Nov/077

Ainda falta Marketing para o PHP

Durante a pesquisa de tecnologias para o meu projeto final, procurei por referências que confirmavam as vantagens da utilização do PHP, como baixa curva de aprendizado, portabilidade, escalabilidade e etc, assim como pesquisei de outras ferramentas que pretendo utilizar no projeto.

Fiquei surpreso em constatar que, apesar da popularidade, o PHP ainda tem muita deficiência nesta área de "marketing". Expor suas qualidades e benefícios é o básico para qualquer produto ou serviço.

A primeira decepção foi não ter encontrado absolutamente nada no site oficial do php e, depois, no site da Zend, "the php company".

Se você visitar o site do MySQL, você encontra rapidamente um link chamado "Why MySQL?", que descreve uma série de vantagens na utilização deste banco. Isso se repete em diversas outras ferramentas, como o JUDE, DBDesigner e a linguagem Ruby, dentre outros.

Pra encontrar estas informações sobre o PHP, é preciso fazer uma pesquisa um pouco mais elaborada no Google, e confiar em resultados de pesquisa desconhecidos, necessitando dar mais um passo pra descobrir a confiabilidade da fonte.

Se tivéssemos uma lista como essa em sites oficiais do PHP, a informação teria uma credibilidade muito maior.

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18Oct/071

Conheça a Standard PHP Library – SPL

O André Metzen publicou um texto bacana sobre a Standard PHP Library, que é um conjunto de classes e interfaces do PHP 5, criadas pra solucionar alguns problemas nossos do dia-a-dia utilizando Objetos, ao invés das já conhecidas funções nativas do PHP.

Você também encontra informações sobre a SPL no manual do PHP.

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15Oct/070

Novidades para o PHP

ZendCon 2007

Bons ventos sopraram para a comunidade PHP na última semana. As notícias do ZendCon 2007 indicam que o PHP está cada vez mais preparado para as enterprise applications e aplicações de missão-crítica, tendo o apoio das gigantes Oracle, IBM e Microsoft para isso.

A Oracle já divulgou o lançamento do novo driver de conexão para o PHP, oferecendo suporte às novas funcionalidades da versão 11g do banco de dados. Ainda no ramo dos bancos de dados, a Microsoft também está abrindo as portas do SQL Server 2005 para o PHP. Ambos os drivers devem ser inseridos nos próximos Zend Cores.

Além da extensão das parcerias com Oracle e Microsoft, a IBM também anunciou o lançamento de uma ferramenta para usuários finais realizarem Mashups de web services, permitindo a criação de aplicações. A ferramenta foi criada com Zend Framework (PHP 5), DB2 e Zend Core for IBM.

Tudo isso resulta em ganho de mercado para a Zend, para o PHP e, claro, pra os especialistas na linguagem. Vida longa.

Fontes: ARNnet, eWeek e SD Times.

Grato ao Adler pelos links na lista php-brasilia.

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15Aug/076

Rodando Processos em Background com PHP

Quando precisamos executar processamentos demorados com PHP, fazer com que o usuário dispare estes eventos através de uma página web pode não ser uma boa idéia, pois a conexão pode acabar em time-out e, além do usuário nunca ter certeza se o processo terminou ou não, o servidor web ainda pode bloquear o acesso daquele cliente por algum tempo.

Este era o problema que estávamos enfrentando em um sistema e procurávamos uma solução.

A primeira idéia foi a de usar a biblioteca de Funções de Controle de Processos do próprio PHP, porém, o manual informa que abrir uma nova thread rodando a aplicação em um servidor web pode causar comportamentos inesperados. Como também não temos controle das configurações do Apache, descartamos essa idéia a princípio.

Outra idéia foi utilizar a função exec() para executar o script, mas ainda tí­nhamos um problema, pois o PHP aguarda o retorno desta função para continuar o processamento. Este problema pode ser contornado utilizando uma solução do próprio Linux. Basta utilizar o caracter & (e-comercial) ao final da linha de comando dentro da função shell para que ele seja executado em uma nova thread.

Assim, o PHP recebe o retorno do exec() e finaliza a execução, enquanto o processo de geração do relatório segue em background sem interferir na requisição do usuário.

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