Mais uma chance à Acessibilidade

May 15th, 2007 by newton

Vi no Terra a notícia de que saiu uma portaria da Secretaria de Logística e Tecnologia de Informação, do Ministério do Planejamento, para que os sites do governo sejam adaptados para os portadores de necessidades especiais que, ainda segundo a notícia, são 16,5 milhões de indivíduos.

A secretaria vai disponibilizar um software, que foi desenvolvido em conjunto com a ONG Acessibilidade Brasil, que é um avaliador de acessibilidade, como o Da Silva, mas com funcionamento diferente. O Silvinha, como é chamado o software, é instalado no servidor e analisa as páginas automaticamente, ao contrário do Da Silva, que é uma ferramenta web e analisa as páginas uma a uma.

Depois da Lei de Acessibilidade, de 2005 e da criação do modelo de Acessibilidade (e-Mag), esta é mais uma chance dos responsáveis pelos sites .gov de se adequarem à níveis aceitáveis de Acessibilidade. Mais do que isso, é a chance deles seguirem o que manda a lei e, agora, a portaria.

Infelizmente, eu acredito que só isso, mais uma vez, não será o bastante. Imagino que a SLTI poderia desenvolver uma aplicação de gestão de conteúdo e obrigar o uso da mesma nos sites do governo. Se esta ferramenta atender às regras de acessibilidade, o maior dos problemas estará resolvido, restando apenas a validação das páginas de conteúdo geradas por cada órgão.

Um Site Acessível no Governo?

January 29th, 2007 by newton

Vi na lista de discussão ArqHP que o Felipe Memória, que já teve seu livro citado aqui, participou do desenvolvimento do portal CAPES do governo.

Como eu duvido que, apesar dos esforços da Luciana Lobato e do e-MAG, os desenvolvedores que trabalham para o governo estejam preocupados com Acessibilidade, o portal pode servir como um modelo para as outras páginas .gov.br.

O próprio Felipe Memória passa algumas informações do projeto no seu portfolio, citando algumas preocupações no desenvolvimento como:

  • Mudança de contraste e tamanho de fonte;
  • Atalhos de teclado
  • Semântica apropriada
  • Busca eficiente
  • CSS especial para impressão, entre outros

Esperamos ver mais projetos como esse.

Lei de Acessibilidade Holandesa

January 15th, 2007 by newton

Vi no site do The Web Standards Project e no PPK que a Holanda agora também possui uma lei de acessibilidade web, e parece que, por lá, acertaram a mão. Dentre as obrigações dos sites do Governo Holandês, estão:

  • HTML 4.01 ou XHTML 1.0 válido;
  • CSS e HTML semântico com separação da estrutura da formatação;
  • Uso do W3C DOM, ao invés de document.all;
  • Valores relevantes para os atributos class e id dos elementos;
  • Valores relevantes para o atributo alt das imagens;
  • Scripts que funcionam em links deverão apenas extender a funcionalidade básica dos links;
  • Se um link não faz sentido sem um script, então ele não deveria estar no HTML, e sim ser gerado pelo JavaScript;
  • Informações disponibilizadas em um formato proprietário (como documentos do MS Word), deverão também ser oferecidos em um formato aberto;

Além disso, parece que a lei especifica a semântica dos elementos HTML, ou seja, pra que serve cada elemento.

Pelo que podemos ver, a lei Holandesa já veio em um formato mais legível, enquanto aqui a lei complexa e teve que ser criado um modelo, o e-MAG (Modelo de Acessibilidade do Governo) que eu já falei aqui, para divulgar a técnica.

e-MAG, o Modelo de Acessibilidade do Governo

December 15th, 2006 by newton

Depois de assistir a palestra da Fernanda Lobato no WUD 2006 em Brasília, fiquei curioso para descobrir como o governo está pensando em tornar seus sites mais acessíveis.

Dando uma lida no documento, vi que ele se parece muito com as recomendações que encontramos pela internet, e não poderia ser muito diferente mesmo. É interessante que ele lida com os pontos de bom senso, além dos técnicos, como por exemplo, da importância de ter um texto relevante nos atributos TITLE ou ALT.

Se você trabalha na manutenção de um site do governo, é seu dever cumprir a lei de acessibillidade. Baixe o e-MAG e torne o seu site mais acessível. E para os profissionais da web, vale a pena lembrar que acessibilidade não é altruismo.

WUD Brasília

November 15th, 2006 by newton

Como disse anteriormente, aconteceu (também) em Brasília o evento do Dia Mundial da Usabilidade (ou World Usability Day). E aqui estou eu para descrever minhas impressões sobre o evento.

WUD 2006Por um lado foi uma pena ter acontecido apenas a partir das 19h, pois dessa forma as palestras tiveram um tempo muito curto (apenas 20 minutos) de duração. Porém, pelo outro lado, dessa forma, pessoas que, como eu, não conseguem liberação no trabalho pôde acompanhar o evento todo. De maneira geral, a organização do evento foi boa, lotando o auditório, e merece os parabéns. Vamos aos palestrantes.

Felipe Lopes

Infelizmente fiquei preso no trabalho até mais tarde, e quando cheguei esta palestra estava quase terminando. Se alguém acompanhou desde o começo pudesse falar alguma coisa sobre o assunto, fique a vontade. :)

Lucia Filgueiras

Acho que a palestra principal do evento. Falou rapidamente sobre o WUD, a UPA e fez uma introdução à disciplina de usabilidade, passando uma visão geral e falando sobre a importância de se manter as avaliações de usabilidade depois do produto finalizado. Ela levou também alguns dados sobre os testes de usabilidade aplicados em um site do governo do estado de São Paulo, e terminou com um vídeo sobre a usabilidade no dia-a-dia, e falando também sobre a importância da acessibilidade: “O que não se pode acessar, não se pode usar”.

Pra mim foi, de longe, a melhor palestra do evento.

Mamede Lima-Marques

O professor discorreu sobre a Arquitetura de Informação, que possui um curso de pós-graduação na Universidade de Brasília. Ele comentou sobre o que chama de Tecnicismo x Humanismo, ou seja, o foco na tecnologia em detrimento do homem, enquanto que o ideal seria que a tecnologia é apenas o meio para levar a informação até as pessoas. Falou brevemente sobre a história da Arquitetura da Informação, uma introdução sobre o que é de fato a disciplina e interdisciplinarizou dizendo que a Usabilidade e Acessibilidade são disciplinas da AI.

Achei a palestra um pouco “pesada”, ou seja, com uma linguagem muito técnica/formal. Talvez se deva ao fato do professor ser um pesquisador (cientista) mesmo dentro da universidade. Porém, mesmo com essa pequena dificuldade, sua palestra também foi bastante enriquecedora.

Fernanda Lobato

Quando eu vi o primeiro slide da apresentação, confesso que não imaginei que seria sobre um dos assuntos que mais me interessa, a acessibilidade. A palestrante falou sobre os Padrões comunicativos do Governo Federal, com foco no e-MAG, o Modelo de Acessibilidade do Governo, que inclusive é público, e pode ser acessado através do site do Governo Eletronico. Ela falou também da lei de acessibilidade e da dificuldade que encontra na tentativa de fazer com que todos os sites .gov.br adotem o modelo. Fiquei descepcionado com a constatação de que somente a lei de acessibilidade não foi suficiente, mas por outro lado, um pouco contente de saber que pelo menos existe uma iniciativa em favor da acessibilidade.

A palestrante parecia um pouco tensa, talvez não tenha costume de falar em público, mas também foi muito interessante.

George Marsicano

O George falou sobre o Design de Interface no Desenvolvimento de Software. Com uma palestra um pouco confusa, falou das atribuições do profissional e tentou passar as tendências para o futuro da profissão e seu papel na metodologia de desenvolvimento (MDS) RUP. No final comentou sobre o trabalho dos designers de interface no CONAB.

Posso estar enganado, mas achei que faltou um pouco de pesquisa nessa palestra, e as informações transmitidas não passaram segurança.

Mesa redonda

Houveram poucos questionamentos interessantes, onde foram levantadas questões pertinentes à usabilidade, acessibilidade e AI. Mas ainda assim creio que valeu a pena ficar até o final.

Acessibilidade em 30 dias

October 10th, 2006 by newton

Quem busca algumas dicas iniciais sobre Acessibilidade, está com sorte. :). Achei esses dias o livro, gratuito, Dive Into Acessibility - 30 days to a more accessible web site. Apesar de ser um pouco antigo, de 2002, ele trás 25 dicas úteis sobre como tornar o seu site mais acessível, informando os benefícios de cada passo para usuários com dificuldades de acesso e também para a integração com outros sistemas.

Vou procurar por uma versão em Português e, caso não encontre, vou estudar a possibilidade de traduzí-lo. Por enquanto, fique com a tradução dos capítulos do livro, que já serve como referência com os passos de como tornar seu site mais acessível em 30 dias.

Primeira Semana

Segunda Semana

Terceira Semana

Quarta Semana

Quinta Semana

Sexta Semana

Mais uma vez, mãos a obra.

Benefícios da Utilização dos Padrões Web

October 4th, 2006 by newton

Os padrões web pregam a separação do documento em camadas. Dessa forma, temos arquivos diferentes para a marcação, formatação e comportamento do documento web.

Essa organização implica em benefícios como diminuição do tempo de desenvolvimento e portabilidade.

Depois de projetar e realizar a marcação do seu documento, com xHTML, designers e programadores podem trabalhar ao mesmo tempo, sem interferir diretamente no trabalho um dos outros. Enquanto o primeiro se preocupa com a formatação, usando CSS, o segundo pode realizar as implementações do lado do servidor, e gerando as saídas xHTML. Resumindo, alterações no sistema independem de um designer para aplicar um estilo, e alterações de estilo independem de alterações no sistema, facilitando o trabalho e diminuindo o tempo de desenvolvimento.

Podendo aplicar várias folhas de estilo (CSS) a um mesmo documento, inclusive, especificando mídias diferentes. Isso implica em portabilidade. Todos os dispositivos acessam o mesmo documento, porém, cada um visualizará este documento conforme o estilo definido para o mesmo. É possível, por exemplo, criar estilos diferentes para navegadores de PCs, Handhelds (Palms, celulares, …) e impressão, considerando suas limitações de acesso, saída e entrada de dados.

Prega-se também a preocupação com a semântica do seu documento. Semântica se ocupa com o significado. Na prática, isso significa marcar seu documento com os elementos corretos para cada seção. Cabeçalhos devem ser definidos com h1, h2 e etc, elementos criados específicamente para isso. Isso abre as portas para que nosso documento seja interpretado por máquinas. Um dos benefícios de seguir esta recomendação é a acessibilidade. Navegadores para cegos, que são capazes de ler o documento, poderiam dizer ao usuário à que se refere aquele trecho, se é uma citação (cite), um endereço (address), trecho de um código (code) e etc.

Outro benefício é a facilidade de indexação dos documentos, razão inicial pela qual Tim Berners-Lee imaginou sua web semântica. É fato que ferramentas de busca como Google, já utilizam a semântica para definir qual resultado da busca é mais relevante. Uma palavra encontrada em um título, ou uma referência (link), é, provavelmente, mais importante do que ela solta em um parágrafo.

Aperte o botão

October 3rd, 2006 by newton

Tenho que confessar que nunca ma atentei à utilidade da tag button, e sua diferença entre os botões feitos com a tag input, até ler um artigo no Digital-web.

A diferença é que com button, podemos inserir conteúdo dentro do elemento, enquanto que o input aceita apenas um valor, porém, a funcionalidade dos dois elementos é a mesma.



Teríamos:



Teríamos algo assim: Imagem do botao

Conseguiu perceber a diferença? No lugar da palavra Enviar, poderíamos colocar o conteúdo que quisermos, assim como formatar, além do próprio botão, nosso parágrafo, utilizando todo o potêncial do CSS.

Esta técnica potencializa o uso de imagens no lugar do botão, sem termos que remover o valor da propriedade value, perdendo a acessibilidade do botão para usuários impossibilitados de visualizar a imagem.

Para mais detalhes, veja o artigo original que deu origem à este post, inclusive o nome (rs): Push my button.

Observação: Não recomendo o uso de estilos inline, conforme o exemplo citado neste post. Fiz dessa forma apenas para facilitar o entendimento do código.

Atualizado 05/10: melhorei o visual do exemplo do uso de button.

Avaliadores de Acessibilidade

September 11th, 2006 by newton

Estava navegando no Syxt, uma espécie de Orkut profissional, e encontrei na comunidade de acessibilidade um link para um avaliador de acessibilidade em sites que nunca tinha visto. No blog antigo eu tinha uma lista de avaliadores e como surgiu esta novidade, vou colocar novamente aqui os links:

É sempre bom lembrar que estes avaliadores são automáticos. Como já disse aqui em outro post sobre acessibilidade, nada substitui um teste real da acessibilidade do site. Porém, é sempre um bom começo passar nesses testes.

Para mais informações sobre a acessibilidade no Brasil, visite o Acessibilidade Brasil.

Lei de Acessibilidade, dos olhos do Bechara

August 2nd, 2006 by newton

Meu post sobre a Lei de Acessibilidade no Brasil não tinha grandes pretensões, apenas a de explicar uma dúvida que eu vi aparecer em uma lista de discussão.

Porém, o Bechara do iLearn deixou um comentário sobre a realidade da implantação da lei. Vale a pena ler e divulgar.

Fechar
Envie por e-mail