Essa eu vi no blog Direito e Trabalho. Uma Advogada Gaúcha processou o Google por que, ao pesquisar por seu nome, o sistema de busca retornava diversas páginas associadas à blogueira Bruna Surfistinha, que também era prostituta (ou é o contrário?).
A indenização é de “apenas” R$ 3.780.000,00 (três milhões, setecentos e oitenta mil reais)… (pausa para reflexão).
Agora vamos analisar o caso do ponto de vista técnico. O Google tem um sistema automatizado de indexação. Não sabemos o nome da advogada, mas vamos assumir que ela seja xará da Surfistinha. Como a blogueira é muito mais conhecida na internet, e, logo, mais relevante, em termo de conteúdo, uma busca por “Bruna” deve, com certeza, trazer resultados da mesma.
Se você fizer o teste e pesquisar por “Bruna” no Google, vai ver que só dá surfistinha na primeira página. Quer dizer que todas as Brunas que existir por aí vão poder processar o Google e pedir uma indenização milhonária? E as Márcias (Imperators), Vivianes (Fernandes) e todas as outras tantas que vão aparecer por aí? Será que o juíz que analisou esta causa sabe como funciona, ou recebeu consultoria técnica sobre, a indexação e pesquisa do Google?
Já falei isso aqui na época do caso Cicarelli-Youtube e Barrichelo-Orkut, e assim como o Jorge, temo o impacto que essas ações judiciais podem ter no acesso às informações aqui no Brasil.