Certificação Agile PMI e os PMPs de TI
O PMI anunciou em fevereiro/2011 sua certificação PMI Agile Certification, após um longo "namoro" que incluiu a criação de um grupo de estudo e declarações de pessoas influentes do PMI sobre Agile e Scrum.
O Instituto é reconhecido, principalmente, pela manutenção da Base de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK(r)), uma compilação das melhores práticas de mercado, que podem ser utilizadas em projetos desde a Construção Civil até o Desenvolvimento de Software.
Se a Base de Conhecimento é formada a partir das melhores práticas vivenciadas pelos membros do PMI no dia-a-dia de projetos, e os métodos Ágeis estão fazendo parte deste dia-a-dia e contribuindo positivamente para o sucesso dos projetos, nada mais óbvio que eles passam a fazer parte destas melhores práticas.
Das duas certificações existentes hoje, oferecidas pela Scrum Alliance e pela Scrum.org, a primeira é conseguida através da participação de um curso presencial, e a segunda é através da realização de um exame online. Ambos os casos certificam papéis específicos dentro do Scrum: Scrum Master, Product Owner, Scrum Developer e etc. Aparentemente, a certificação do PMI será sobre a filosofia ágil e como colocá-la em prática na visão de projetos.
Alias, um dos possíveis problemas que podem surgir, é justamente que o PMI irá definir "melhores práticas" do ponto de vista de um Gerente de Projetos, o que, para muitos "agilistas", por si só já é um problema, pois acredita-se que um time não precisa de gerentes de projeto, e que a equipe deve praticar o auto-gerenciamento.
Mesmo assim, consigo ver com bons olhos o fato do PMI ter lançado essa certificação. A área de TI precisa mudar para conseguir acompanhar as necessidades dos mercados, e os métodos Ágeis têm se mostrado bastante poderosos para trilhar este caminho. Ter o apoio de um instituto que é reconhecido por muitos profissionais, inclusive que ocupam cargos importantes nas empresas, pode fazer com que a filosofia Ágil ganhe muitos adeptos importantes para facilitar este processo de mudança cultural.
Temos de torcer (e auxiliar na evangelização) para que a certificação realmente promova esta mudança cultural, e não se torne apenas mais uma certificação obrigatória nos currículos para ocupar cargos de chefia nas instituições.
Artigos Relacionados:
Meu ambiente de trabalho em 7 itens
Os memes são como correntes nos blogs. Alguém inicia a corrente e convida outros participantes para comentar sobre o mesmo assunto. Não via/participava disso a muito tempo, mas fui convidado pelo Daniel Costa para um meme do Duodraco e não é legal quebrar a corrente, certo?
As regras do meme são:
1ª – escreva sobre 7 itens de seu ambiente de trabalho – fale sobre qualquer ponto que quiser;
2ª – indique de 3 a 5 pessoas para que possivelmente façam um artigo sobre seu ambiente.
- Windows como Sistema Operacional, de preferência o 7, uma grande evolução em comparação ao Vista. Eu até poderia utilizar o Linux, mas muitas ferramentas que utilizo ficariam indisponíveis, e não tenho mais a mesma paciência de antes para me adaptar às novas ferramentas no S.O.
- BizAgi Process Modeler para desenhar aquele fluxo do sistema ou de trabalho, sempre quando uma imagem vale mais do que alguns parágrafos.
- MindMeister para organizar as idéias em mapas mentais. Não funciona na rede do trabalho, então apelei para o uso do FreeMind.
- Lápis e caderno para gerenciamento das tarefas. Já escrevi sobre isso antes.
- Celular com Android sincronizado com Google/Exchange, pra não esquecer dos compromissos.
- Manifesto Ágil, como guia/filosofia para o gerenciamento de projetos de desenvolvimento de software.
- WordPress para os blogs.
É um meme antigo, andei vendo e a maioria dos conhecidos já foram convidados para ele. Vou ficar devendo os convites para o próximo.
Artigos Relacionados:
Metodologia Tradicional ou Scrum: Foco na Qualidade
Muitas empresas e profissionais defendem e comprovam sucesso através da utilização das metodologias hoje ditas "tradicionais", enquanto que, nos últimos anos, vemos uma forte expansão do interesse e uso das metodologias ditas "ágeis", igualmente defendidas através de casos de sucesso. O que nos faz pensar: Afinal, o que fez esses casos darem certo?
Nos últimos meses estive envolvido em um trabalho de atualização e implantação de uma metodologia de desenvolvimento de software no departamento de informática de um órgão público. A metodologia utilizada, apesar de ter suas origens no RUP, conta com influências da cultura ágil, contemplando um número reduzido de artefatos de projeto.
Por se tratar de uma instituição pública, onde naturalmente é mais difícil de se implantar uma nova cultura, e contar com um grande número de equipes e profissionais envolvidos, temos hoje diferentes níveis de maturidade e de aplicação da metodologia internamente. Há casos em que os processos são seguidos rigorosamente, porém os projetos não obtém sucesso, há casos de "caos" finalizados com sucesso e vice-versa.
O problema é que independente da metodologia, é preciso trabalhar a mentalidade dos profissionais, implantar uma cultura de qualidade, para que, independente de seguir a linha de processos tradicional ou ágil, as pessoas estejam focadas no seu trabalho, afetando diretamente a qualidade dos produtos e satisfação dos clientes.
Metodologias X, Y ou Z poderão ser implantadas de acordo com a realidade de cada caso. Implantar SCRUM sem uma participação ativa do cliente como Product Owner possívelmente levará o projeto ao fracasso. Implantar uma metodologia baseada em casos de uso com Analistas de Requisitos que não se façam entender pelo cliente e/ou pela área técnica, possívelmente levará o projeto ao fracasso.
Não se deixe enganar pela venda de Metodologias de Desenvolvimento: não existe Qualidade sem as pessoas. Antes de implantar uma metodologia, trabalhe com todos os envolvidos esta questão. Afinal, este será um fator de sucesso muito mais importante do que a metodologia implantada.
Artigos Relacionados:
Utilizando Linha de base (Baseline) no MS Project
Um grande recurso do MS Project para o acompanhamento do andamento do projeto é a utilização das Linhas de Base (ou Baselines no termo em inglês), que permite comparar o que foi previsto no projeto com o que está sendo realizado.
Para utilização da Linha de Base, primeiro é preciso entender que ela é uma Foto do seu planejamento, ou seja, como você planejou a execução do seu projeto. Você pode salvar baselines tanto para atividades específicas, como para todo o projeto, mas iremos trabalhar apenas o segundo cenário aqui.
O primeiro passo é criarmos um cronograma do nosso projeto, como neste exemplo:

Uma vez fechado o planejamento, podemos salvar a linha de base do nosso projeto acessando o menu "Ferramentas > Controle > Definir Linha de Base", que irá nos levar até a tela abaixo.

Agora que já salvamos nossa linha de base, podemos visualizar em nosso cronograma no Project a linha de base ao lado do meu cronograma de andamento, através do menu "Exibir > Gantt de Controle", passando a ter a seguinte visualização do gráfico:

Agora que temos a linha de base salva, vamos supor um andamento do nosso projeto, considerando a data atual como 28/04/2010 (linha pontilhada no Gantt). Vamos considerar que a Atividade A foi iniciada e concluída dentro do prazo, a atividade B não foi iniciada no dia, e terá o atraso de 1 dia em seu início, e a atividade C foi iniciada e está com andamento dentro do que foi planejado.
Já vemos agora no Gantt de Controle, uma distorção entre Planejado (barras pretas no Gantt) e o Realizado (barras azuis e vermelhas no Gantt), indicando claramente o atraso nas Atividades B e D:

Linha de Andamento
Outra forma de fazer o acompanhamento com a linha de Base além do Gantt de Controle, é utilizando a Linha de Andamento, acessada através do menu "Ferramentas > Controle > Linhas de Andamento". Iremos configurar uma linha de base simples, em relação ao nosso Planejamento (“Plano da linha de base”), conforme tela abaixo:

Depois de configurada a linha de andamento, podemos ver no Gantt uma linha vermelha, cortando nosso cronograma na data atual e com marcadores do andamento para cada atividade:
- Atividade A: Concluída, sem marcador;
- Atividade B: Marcador recuado em relação à linha de andamento e à atividade, indicando atraso em relação ao planejado (Linha de Base);
- Atividade C: Marcador sobre a linha de andamento, indicando que a atividade está sendo executada dentro do previsto;
- Atividade D: Atividade futura, sem marcador.

Com a linha de andamento, conseguimos ter uma visualização rápida de como está o andamento das atividades em relação ao que foi planejado até a data atual, mas não conseguimos visualizar o impacto nas atividades futuras do projeto (neste caso, Atividade D).
Artigos Relacionados:
Certificação CAPM vale a pena?
Em meu caminho para direcionar minha carreira para a área de Gestão de Projetos, por ter pouca experiência atuando na área, resolvi procurar por alguma certificação para servir de guia (ou meta) nesse caminho, e me deparei com as certificações oficiais do PMI: CAPM e PMP.
A primeira certificação, é a de PMP, Project Manager Professional, dispensa comentários, pois é extremamente difundida no mercado de trabalho. Já a CAPM, Certified Associate in Project Management, foi criada pelo PMI em 2003 para profissionais envolvidos em projetos e jovens gerentes de projetos que ainda não atingiram os pré-requisitos para a PMP, exigindo apenas 1 ano de experiência de participação em projetos, contra o mínimo 3 anos de atuação como gerente de projetos da certificação PMP.
Nesse momento, como me encaixaria no grupo dos que ainda não possui os pré-requisitos para a certificação PMP, me perguntei se valeria a pena investir na CAPM. Pra responder a essa pergunta, resolvi dar uma olhada no mercado de trabalho.
Realizando uma pesquisa no portal de empregos Catho Online, sem qualquer outro filtro além da palavra chave "PMP" , obtive 107 ofertas como resultado. Ao realizar pesquisa semelhante com a palavra chave "CAPM", nenhum resultado foi encontrado. O mesmo cenário se repetiu em outros dois portais de empregos, CEVIU e EmpregosTI.
Um pouco surpreso com o resultado da pesquisa, aproveitei o contato com uma figura conhecida no mundo de Gerenciamento de Projetos, e fiz para ele a mesma pergunta que havia feito pra mim mesmo: CAPM vale a pena?
A resposta foi positiva, mas com algumas ressalvas.
A ressalva é que o mercado brasileiro ainda não absorveu a certificação CAPM e, por isso, não encontramos vagas específicas para esse tipo de certificado. Então, mesmo com essa certificação você não garante uma vaga para atuação como Gerente de Projetos, tanto quanto um certificado PMP, no mercado de trabalho.
O argumento positivo é, de certa forma, o genérico para certificações: indicativo de interesse pelo assunto; comprometimento e capacidade de aprendizado para aprovação na prova. Isso significa que, se você está atuando como líder técnico, por exemplo, e quer partir para a área de Gestão de Projetos, então uma boa forma de demonstrar isso para seus líderes ou futuro empregador, é tirar uma certificação (CAPM) que demonstra o seu interesse e comprometimento com um modelo reconhecido pelo mercado (no caso o Guia PMBOK).
