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11Nov/110

TEDx Asa Sul – Evento e Talks

TEDx

Aconteceu, no dia 10/11/2011, o primeiro TED da Capital Federal, com o nome de TEDx Asa Sul. Ficaria melhor TEDx Brasília, mas tudo bem.

Assim que fiquei sabendo do evento via Twitter corri pra fazer a inscrição, o que deve ter ocorrido com muita gente que gosta do modelo e assiste os vídeos dos TEDs pelo mundo no YouTube. A primeira surpresa foi descobrir que os participantes seriam selecionados com base em um questionário.

Depois de confirmada a Inscrição, a expectativa para o dia do evento.

As conversas rápidas realmente dão um dinamismo muito grande, e não cansam a platéia (pelo que parece, não dá pra dizer o mesmo para os palestrantes, rs). As boas apresentações passam num piscar de olhos, e até aquelas menos empolgantes, não demoram pra acabar. Vou comentar aqui as que achei mais interessantes:

Gestão de Pessoas

Primeira a subir ao palco, Janete Ribeiro dos Laboratórios Sabin, falou sobre Gestão de Pessoas, e o impacto no trabalho. Ela comentou sobre os impactos na empresa após a mudança do foco da Gestão de Processos para a Gestão de Pessoas. Números impressionantes como pouco mais de 300% na lucratividade nos últimos 5 anos, e apenas 3 processos judiciais trabalhistas nos últimos 10 anos (que ela fez questão de ressaltar que a empresa foi absolvida em todas elas).

Ela contou como a empresa faz essa gestão, através de envolvimento social e benefícios diversos. Outra grande revelação foi: "A empresa nem sempre precisa fornecer o benefício, mas facilitar para que ele chegue até os funcionários", citando o caso em que o Sabin contactou uma fabricante de Máquinas de Lavar pra facilitar a compra por seus funcionários.

Pessoas > Processos. Qualquer semelhança com o Manifesto Ágil, não é mera coincidência.

Publicidade

Outra palestra muito boa, do Moriael Paiva. Ele falou sobre como a Tecnologia está mudando o mundo, através da comunicação e interação entre as pessoas. A libertação da informação das grandes corporações de mídia.

Pessoas e Empresas precisam aprender a lidar com esse mundo novo, onde a publicidade ocorre de maneira muito rápida e efetiva com o boca-a-boca.

Tecnologia

Elcio Queiroz subiu ao palco pra falar sobre Tecnologia. E conseguiu transmitir de uma forma menos comercial que a da Itautec, como a IBM trabalha para o desenvolvimento de Cidades Inteligentes. Falou de programas como o de previsão de chuvas no Rio de Janeiro para evitar que catástrofes naturais peguem as pessoas de surpresa, como aconteceu recentemente naquele estado; e do monitoramento e acompanhamento das ocorrências nas cidades, com o exemplo do Centro de Operações do Rio de Janeiro, que, segundo ele, reduziu o tempo de atendimento de chamados de 45 para 3 minutos; dentre outras coisas.

Palestra inspiradora, que demonstra que empresas gigantes, como a IBM, podem contribuir de maneira muito positiva para o mundo. O número impressionante ficou por conta da alimentação, onde 40% da produção é desperdiçada antes mesmo de chegar aos consumidores.

Educação

Desde os meus tempos de escola, questionei alguns professores sobre o nosso modelo de ensino. Quando José Leão subiu ao palco pra falar de Educação e das Salas Interativas do Colégio Marista de Brasília, talvez poucas pessoas soubessem tudo que estaria por vir.

Pra começar, ele falou que Médicos e até Cozinheiros do passado que fossem ressuscitados hoje, não conseguiriam praticar suas profissões em um ambiente de trabalho moderno. Mas um professor do passado, colocado em uma sala de aula de hoje, não teria qualquer dificuldade.

Segundo ele, "as escolas estão viradas de costas para o Futuro". O modelo de ensino onde professores "narram-cobram", e os alunos "copiam-memorizam", já está ultrapassado (e eu concordo que a muito tempo), e precisa ser modificado. Pra mudar isso, ele propôs esta Sala de Aula Interativa, onde os alunos são desafiados e orientados. O primeiro resultado visível, foi o aumento do interesse nas aulas, onde os alunos, após o término da atividade, permaneceram em aula, sem qualquer supervisão ou ordem, trabalhando as atividades passadas por aproximadamente 1 hora.

E a escola do seu filho? Ainda é a Tia Mariazinha fazendo ele decorar a tabuada ou a tabela periódica dos elementos? :-)

Startup DOJO

Após o retorno do Coffe Break, Fabrizio Buzeto subiu ao palco como "Speaker X" pra falar sobre o Startup DOJO. Ele apresentou alguns conceitos em torno do Lean Startup e sobre empreendedorismo em geral, e falou sobre a reunião de empreendedores digitais de Brasília que já tem 7 ideias em andamento.

Empreendedorismo

Marcelo Pimenta falou sobre perseverança e desistência nas nossas decisões durante a vida.

A frase que marcou a sua apresentação foi que a nossa limitação está apenas dentro do nosso cérebro. Mostrou experiências feitas pelo mundo em relação ao aprendizado, citando casos em que um computador foi deixado em uma região pobre na Índia sem qualquer material para estudo, e as pessoas aprenderam naturalmente a usá-lo, e outro no interior da Itália onde foi deixado um material a respeito da AIDS em Inglês, e ao retornarem meses depois, as pessoas mesmo sem o conhecimento da língua, teriam captado grande parte da informação.

Conclusão

Estão de parabéns os organizadores e palestrantes do Evento, que encararam um desafio de fazer um evento com a "marca" TEDx. A infra-estrutura do Colégio Marista conseguiu atender bem ao público presente e o Coffe Break foi de primeira linha.

Os temas abordados foram muito bons e com certeza muitas idéias que merecem, foram espalhadas para o público que ocupou todo auditório.

Como são raros estes eventos em Brasília, ficamos sempre torcendo para que não seja o primeiro... e único.

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11Oct/112

3 razões pra organizar projetos usando um Quadro (kanban)

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Lembro quando popularizaram as metodologias ágeis para o desenvolvimento do software, quem olhava de fora tinha a impressão que pra fazer projetos ágeis, eram necessários milhares de Post-Its e muitas paredes ou janelas livres pra organizar os projetos (muita gente divulgava o ágil com uma foto de Post-Its na parede).

os agilistas trataram de afastar esse estereótipo pois, de fato, não são as ferramentas utilizadas que fazem um projeto ágil ou não, mas sim a forma de fazer (Execução), de acordo com o Manifesto Ágil.

Mas quais são os Benefícios de ter, como ferramenta, alguns penduricalhos de papel organizados em uma parede, quadro ou janela?

1. Visibilidade

Eu já falei aqui por que eu prefiro minhas atividades no caderno, pois ele estará sempre ao alcance da mão e dos olhos, pra me lembrar de todas as pendências que tenho pra resolver.

Com o controle das atividades expostos a todos, é como se tivéssemos um grande e coletivo caderno aberto. Todos os envolvidos podem ter uma visão de como as coisas estão, quais são os gargalos do processo, que precisam de atenção para melhorar a qualidade do desenvolvimento.

2. Facilidade de uso

Os cartões podem ser bem simples, de forma que novos integrantes na equipe, gestores ou clientes consigam visualizar e entender sem a necessidade de treinamento, "manual" ou softwares de gerenciamento de projeto.

O próprio quadro, quando bem utilizado e formatado, fornece uma representação gráfica do estado em que está o projeto. Simples assim.

3. Auto-organização e Colaboração

Consequência da visibilidade, a auto-organização deve acabar surgindo naturalmente. Se você tiver problemas do tipo: Gente sobrecarregada Vs. Gente desalocada, e o seu quadro permitir visualizar graficamente a alocação, a própria equipe vai ver essas diferenças e isso pode ajudar a criar uma cultura de colaboração.

Em equipes mais maduras, alguém desalocado pode se oferecer para ajudar alguém atarefado, e vice-versa. Em equipes menos maduras ou problemáticas, essa "exposição" pode facilitar o trabalho do líder em apontar os problemas e buscar soluções em conjunto com o time.

Você lembra de mais alguma vantagem? Compartilhe nos comentários. ;-)

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3Oct/111

Colaboração entre Cliente e TI ajuda no Desenvolvimento de Software

Espírito Colaborativo

Houve o tempo em que os desenvolvedores de Software recebiam suas demandas diretamente dos clientes/usuários, e compilavam as regras do negócio para dentro de suas aplicações, sem documentação ou muita possibilidade de transferência de conhecimento.

Anos mais tarde, a falta de documentação destes softwares tornaram as empresas dependentes de seus desenvolvedores, que, caso saíssem, deixariam provavelmente um estado de caos. Assim nasceram as metodologias de software com bases na Engenharia, onde documentações, processos e muito planejamento tomou conta da "indústria", e passamos à denominação de "Fábrica de Software", em uma clara alusão ao processo produtivo de uma indústria comum (linhas de produção de software, no caso).

Isso resolveu alguns problemas, mas trouxe muitos outros, dentre eles: o fato do desenvolvimento ser uma atividade intelectual, e não pode ser medida dentro de um conceito de "Fábrica", de montagem de um veículo, por exemplo; O excesso de planejamento e burocracia, tornou o processo de desenvolvimento muito mais lento, e com o aumento da competitividade o tempo passou a ser fator crítico de sucesso para os projetos, inclusive de Software.

Foi aí que um grupo de grandes profissionais do desenvolvimento de software, como Martin Fowler (pra citar só o mais conhecido), elaborou um Manifesto para o desenvolvimento ágil de Software, em busca do equilíbrio entre estes dois mundos vividos anteriormente.

O que é bastante curioso, a primeira vista, é que o manifesto não trata apenas do desenvolvimento de software da área de TI pra dentro, mas sim de uma mudança cultural que deve atingir todos os envolvidos nestes projetos, valorizando:

Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas;
Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos;

Interação entre indivíduos, significa a proximidade (encontros "cara-a-cara" sempre que possíveis), disponibilidade e clareza nas informações. No desenvolvimento do Software, a área Cliente sabe quais são as suas dificuldades e necessidades, e a área de TI sabe como melhor consolidar estas necessidades e transformá-las em Software. A efetiva comunicação entre as duas áreas aumentará a qualidade do produto final.

A colaboração com o cliente é a transparência e confiança na comunicação entre ele e a área de TI, em uma via de duas mãos, comunicando sempre o progresso, informando aquilo que ainda não está claro, trocando experiências e trilhando sempre o caminho da qualidade.

Do manifesto, surgiram também alguns princípios, que também indicam como o comportamento colaborativo favorece o bom trabalho dos projetos:

  • Pessoas relacionadas à negócios e desenvolvedores devem trabalhar em conjunto e diáriamente, durante todo o curso do projeto.
  • Construir projetos ao redor de indivíduos motivados. Dando a eles o ambiente e suporte necessário, e confiar que farão seu trabalho.
  • O Método mais eficiente e eficaz de transmitir informações para, e por dentro de um time de desenvolvimento, é através de uma conversa cara a cara.
  • Processos ágeis promovem um ambiente sustentável. Os patrocinadores, desenvolvedores e usuários, devem ser capazes de manter indefinidamente, passos constantes.

Com tudo isso, podemos concluir que de fato um Time de Desenvolvimento de Software, não é composto somente por Gerentes de Projetos, Analistas de Sistemas e Desenvolvedores. É feito também pelos Clientes, Patrocinadores e Usuários. Cada um contribuindo com as informações que possuem para o objetivo final e bem comum: Software de qualidade e Ambiente sustentável.

PS.: Não deixe de ver o Manifesto completo, e todos os 12 princípios do software ágil.

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23Sep/110

O papel da Análise de Requisitos e a Taquigrafia/Digitação

Taquigrafo

O termo Análise, está associado à investigação, descoberta, estudo. Em se tratando de Análise de Sistemas ou Negócio/Requisitos para a construção de sistemas, temos de nos lembrar muito bem destes significados da palavra Análise, e nos aproximar profundamente deles.

Profissionais de Análise de Requisitos, por exemplo, que vão até o cliente prontos apenas para ouvir e anotar todas as necessidades e especificações do cliente, e depois simplesmente transcrevê-las dentro de modelos de documentos, estão se distanciando do termo "Análise".

Não precisamos de Analistas pra transformar anotações em documentos. Podemos substituir o analista na fase de anotação por taquigraficos, e na fase de transcrição para os modelos, um veloz digitador vai me poupar outro caminhão de tempo.

Mas peraí! Quem garante que o cliente está no caminho certo? Vamos deixar o processo correr desta forma, pra sofrer no tempo de implementação com regras conflitantes, com alterações constantes no escopo e estrutura do projeto a cada validação do cliente/usuário?

Isso é papel do Analista. Mas ele precisa efetivamente fazer isso, é um processo de investigação, descoberta, estudo, lembra? Investigar se aquilo está fazendo sentido para o negócio; estudar as legislações envolvidas; pesquisar outros sistemas ou consultar outros analistas com experiência na área de conhecimento; questionar e validar o negócio com o cliente.

Agindo assim, realmente podemos dizer que temos (somos) um Analista, e conseguimos evitar dores de cabeças nas etapas seguintes até a entrega da solução. Ou você prefere agilizar logo um curso de taquigrafia? #troll

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7Sep/110

Pelo fim da Corrupção

A marcha contra a corrupção, realizada no dia 07/09/2011 em Brasília-DF, foi uma manifestação popular e pacífica contra a Corrupção no Brasil. Este artigo é pra manifestar o meu apoio e registrar a minha participação. NÃO TOLERAMOS MAIS CORRUPÇÃO!

Foto da Manifestação em Brasília

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