Utilizando Linha de base (Baseline) no MS Project
Um grande recurso do MS Project para o acompanhamento do andamento do projeto é a utilização das Linhas de Base (ou Baselines no termo em inglês), que permite comparar o que foi previsto no projeto com o que está sendo realizado.
Para utilização da Linha de Base, primeiro é preciso entender que ela é uma Foto do seu planejamento, ou seja, como você planejou a execução do seu projeto. Você pode salvar baselines tanto para atividades específicas, como para todo o projeto, mas iremos trabalhar apenas o segundo cenário aqui.
O primeiro passo é criarmos um cronograma do nosso projeto, como neste exemplo:

Uma vez fechado o planejamento, podemos salvar a linha de base do nosso projeto acessando o menu “Ferramentas > Controle > Definir Linha de Base“, que irá nos levar até a tela abaixo.

Agora que já salvamos nossa linha de base, podemos visualizar em nosso cronograma no Project a linha de base ao lado do meu cronograma de andamento, através do menu “Exibir > Gantt de Controle”, passando a ter a seguinte visualização do gráfico:

Agora que temos a linha de base salva, vamos supor um andamento do nosso projeto, considerando a data atual como 28/04/2010 (linha pontilhada no Gantt). Vamos considerar que a Atividade A foi iniciada e concluída dentro do prazo, a atividade B não foi iniciada no dia, e terá o atraso de 1 dia em seu início, e a atividade C foi iniciada e está com andamento dentro do que foi planejado.
Já vemos agora no Gantt de Controle, uma distorção entre Planejado (barras pretas no Gantt) e o Realizado (barras azuis e vermelhas no Gantt), indicando claramente o atraso nas Atividades B e D:

Linha de Andamento
Outra forma de fazer o acompanhamento com a linha de Base além do Gantt de Controle, é utilizando a Linha de Andamento, acessada através do menu “Ferramentas > Controle > Linhas de Andamento”. Iremos configurar uma linha de base simples, em relação ao nosso Planejamento (“Plano da linha de base”), conforme tela abaixo:

Depois de configurada a linha de andamento, podemos ver no Gantt uma linha vermelha, cortando nosso cronograma na data atual e com marcadores do andamento para cada atividade:
- Atividade A: Concluída, sem marcador;
- Atividade B: Marcador recuado em relação à linha de andamento e à atividade, indicando atraso em relação ao planejado (Linha de Base);
- Atividade C: Marcador sobre a linha de andamento, indicando que a atividade está sendo executada dentro do previsto;
- Atividade D: Atividade futura, sem marcador.

Com a linha de andamento, conseguimos ter uma visualização rápida de como está o andamento das atividades em relação ao que foi planejado até a data atual, mas não conseguimos visualizar o impacto nas atividades futuras do projeto (neste caso, Atividade D).
Certificação CAPM vale a pena?
Em meu caminho para direcionar minha carreira para a área de Gestão de Projetos, por ter pouca experiência atuando na área, resolvi procurar por alguma certificação para servir de guia (ou meta) nesse caminho, e me deparei com as certificações oficiais do PMI: CAPM e PMP.
A primeira certificação, é a de PMP, Project Manager Professional, dispensa comentários, pois é extremamente difundida no mercado de trabalho. Já a CAPM, Certified Associate in Project Management, foi criada pelo PMI em 2003 para profissionais envolvidos em projetos e jovens gerentes de projetos que ainda não atingiram os pré-requisitos para a PMP, exigindo apenas 1 ano de experiência de participação em projetos, contra o mínimo 3 anos de atuação como gerente de projetos da certificação PMP.
Nesse momento, como me encaixaria no grupo dos que ainda não possui os pré-requisitos para a certificação PMP, me perguntei se valeria a pena investir na CAPM. Pra responder a essa pergunta, resolvi dar uma olhada no mercado de trabalho.
Realizando uma pesquisa no portal de empregos Catho Online, sem qualquer outro filtro além da palavra chave “PMP” , obtive 107 ofertas como resultado. Ao realizar pesquisa semelhante com a palavra chave “CAPM”, nenhum resultado foi encontrado. O mesmo cenário se repetiu em outros dois portais de empregos, CEVIU e EmpregosTI.
Um pouco surpreso com o resultado da pesquisa, aproveitei o contato com uma figura conhecida no mundo de Gerenciamento de Projetos, e fiz para ele a mesma pergunta que havia feito pra mim mesmo: CAPM vale a pena?
A resposta foi positiva, mas com algumas ressalvas.
A ressalva é que o mercado brasileiro ainda não absorveu a certificação CAPM e, por isso, não encontramos vagas específicas para esse tipo de certificado. Então, mesmo com essa certificação você não garante uma vaga para atuação como Gerente de Projetos, tanto quanto um certificado PMP, no mercado de trabalho.
O argumento positivo é, de certa forma, o genérico para certificações: indicativo de interesse pelo assunto; comprometimento e capacidade de aprendizado para aprovação na prova. Isso significa que, se você está atuando como líder técnico, por exemplo, e quer partir para a área de Gestão de Projetos, então uma boa forma de demonstrar isso para seus líderes ou futuro empregador, é tirar uma certificação (CAPM) que demonstra o seu interesse e comprometimento com um modelo reconhecido pelo mercado (no caso o Guia PMBOK).
Projeto PHP Counter
Atenção desenvolvedores e entusiastas de PHP. Vi no site do PHP-DF uma chamada para participação do Projeto PHP Counter. Segundo o site do projeto, “o objetivo do projeto é ser uma referência para o mercado PHP mundial, fornecendo dados estatísticos que propiciarão a análise e evolução do mercado através da atuação em conjunto com grupos de usuários, empresas e profissionais“.
Esse tipo de iniciativa pode ser muito benéfica para a comunidade de profissionais da linguagem. Quando fiz meu projeto final, tive muita dificuldade em encontrar boas referências de utilização do PHP, assim como estatísticas para justificar o uso da linguagem.
Participem!
Migração de servidor e ausência
Estou a muito tempo sem escrever no blog, devido à correria que anda por aqui. Estou providenciando uma migração no servidor e vocês devem ter notado que troquei o tema também, para algo bem mais simplista.
Até o final do ano devo tomar uma decisão no rumo que esse blog vai tomar, se vou continuar escrevendo sobre TI ou se vou abrir para outros assuntos. É provável que eu comece a falar mais sobre Projetos, Startups e um pouco de administração, do que desenvolvimento web, PHP ou banco de dados.
Caso vocês tenham algum problema no site, por favor me informem para que eu possa corrigir imediatamente.
A morte do PHP 4
A versão 4 do PHP, lançada no ano 2000, foi a que contribuiu definitivamente para que ela se tornasse o que é hoje, teve sua morte decretada no dia 07/08/08 (quase que cai no dia 8 também) com o lançamento de sua última release, a 4.4.9.
Esta versão, que trouxe consigo o primeiro Zend Engine, contribuiu para o crescimento do PHP até ele se tornar a linguagem web mais utilizada no mundo, segundo ranking da Tiobe Software e, apesar de estar perdendo espaço continuamente para outras versões mais novas, ainda está presente em diversos ambientes espalhados por aí.
A princípio, a sugestão dos desenvolvedores da linguagem era de que novas releases do PHP 4 só fossem realizadas para correções de falhas de segurança, mas chegaram a conclusão de que isto já vinha sendo feito no último ano, e que não havia mais razão para dar continuidade ao desenvolvimento.
Sinceramente, acredito que esta seja uma decisão até tardia, uma vez que o PHP 5 foi lançado em 2004. A morte da versão anterior deve estimular os desenvolvedores e administradores de sistemas a atualizar suas aplicações/servidores, até por uma questão de segurança, além de todos os benefícios já envolvidos em relação à evolução do PHP.
Vida longa ao PHP 5+, e que venha o 6.